o que elas querem dizer
Naquele mesmo texto de pouco mais de cinco anos atrás, no clímax dos parágrafos, eu atingia a seguinte conclusão, no que diz respeito à falta de choro masculino no mundo: "mulher não, pode sentir, pode chorar, pode se descabelar o quanto quiser, elas são consideradas mais frágeis mesmo. o homem tem que fingir ser forte, o tempo todo, mesmo que muitas vezes esteja desesperado por dentro".
Novamente digo: Diferenças sexuais estão aí para ficar.
Paralelo ao Pequeno Dicionário das Coisas que os Homens Falam, eu elaborei, também, uma coletânea de coisas que as mulheres falam e entrego-a aqui, no Nó.
Pequeno Dicionário das Coisas que as Mulheres Falam
Sim = Não. Não = Sim. Talvez = Não. Sinto muito = Vai ser como eu quero. Nós queremos = EU quero. É você que manda = Você vai pagar por isso. Faça como quiser = Você vai pagar muito caro por isso. Precisamos conversar = Quero me queixar de você. Vá em frente = Não quero que você vá. Não estou chateada = Lógico que eu estou chateada. Você é tão másculo = Você está suando e precisa fazer a barba. Você está muito atencioso esta noite = Você só pensa em sexo? Seja romântico, apague as luzes = Estou me sentindo gorda. Esta cozinha é desajeitada = Quero uma casa nova. Quero cortinas novas = ... e carpete, e móveis, e máquina de lavar... Pregue o quadro ali = NÃO, pregue-o aqui. Ouvi um barulho = Você está quase dormindo. Você me ama? = Vou te pedir algo que será difícil você me dar. Quanto que você me ama? = Eu fiz algo de que você não vai gostar. Estou pronta em um minuto = Tire os sapatos e escolha um canal de TV. Estou gorda? = Me diga que estou bonita. Você precisa aprender a se comunicar = Apenas concorde comigo. Era o bebê? = Por que você não levanta e faz ele dormir? Não estou gritando! = Sim, estou gritando porque é importante. A mesma história de sempre = Nada. Nada = Tudo. Tudo = Minha TPM está à toda. Nada, mesmo = Você é uma besta!
Escrito por Henrique Wollny �s 13h01
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capitalismo selvagem - parte 2
"Dinheiro pode ajudá-lo a comprar remédios, mas não saúde. Dinheiro pode ajudá-lo a ter travesseiros macios, mas não uma bela noite de sono. Dinheiro pode ajudá-lo a ter confortos materiais, mas não alegria eterna. Dinheiro pode ajudá-lo a ter ornamentos, mas não beleza. Dinheiro o ajudará a ter um aparelho auditivo, mas não um ouvido natural. Obtenha a riqueza suprema, sabedoria, e você terá tudo" Benjamin Franklin. Não que Franklin Ben-Bem tivesse vocação pra Dalai Lama, mas de filosofia ele manjava muito. Será esse trecho do pensamento iluminista ocidental um corolário a ser seguido? Não sei. Poderíamos especular. Mas isso geraria polêmica, e polêmicas não levam a lugar algum. Este texto também não se presta a pintar um jovem burguês e seus ideais e saraivá-lo de pedras. Não. o objetivo aqui também não é esse. Entretanto, os itens que as moedinhas cunhadas em níquel, prata ou ouro e os papeizinhos que possuem valor de troca podem comprar, particularmente, nos interessam hoje. Pensadores norte-americanos tendem a ser subversivos. As palavras de Fraklin Ben-Bem fazem muito sentido. E elas estão, de um jeito ou de outro, arraigadíssimas em nossas mentes. O grande ideal iluminista era colocar a razão como a protagonista da vida de qualquer indivíduo. E através dela, tudo o que pudesse ser realizado, o seria. As tirinhas revelam isso. Entretanto, para fazermos a ponte, precisamos entender o ponto principal de Franklin. Quando digo que os pensadores americanos tendem a ser subversivos, quero dizer que eles partem de um ponto e o negam completamente. Isso, muitas vezes, faz com que a gente perca o grande lance. Franklin nos indica que a sabedoria é o caminho para possuir tudo. Porra nenhuma! O caminho para possuir tudo é o dinheiro. Como Marx disse semana passada, a Economia está na base de todas as relações sociais. Ora. A Economia é regida pelo critério de que cada coisa possui um valor. O Dinheiro é a forma contemporânea de atribuir valor a qualquer coisa. O monitor, o teclado, o mouse, o computador, a cadeira, a mesa. A calça, a saia, a blusa, a camiseta, o óculos, o cinto, as meias, o sapato. O piso do chão, a tinta da parede, a luminária do teto, a cama, o colchão, o guarda-roupas. O vidro da janela, o metal das grades, o azulejo da fachada. O cimento da calçada, as pedras do meio-fio, o asfalto da rua. Olhe ao seu redor. O que não possuir um valor monetário não existe. Tudo possui um valor. Até mesmo as coisas vivas. Seu cachorro? Vale X. Seu irmão? Vale Y. Sua mãe? Já vi gente vendendo. Sua avó? Aceitam por aí como troco. Suas plantinhas? Vendem aos montes na feira. E coisas abstratas também possuem valor. O amor, a felicidade, a tristeza, o ódio. A esperança, a raiva, a criatividade, a frustração. Quanto vale teu sorriso? Quanto vale cada lágrima? Seus princípios? Sua ética. Sua moral. Você supervaloriza seus valores avalorados. Não adianta. Não tem como fugir. Sem dinheiro, e aí retorno às tirinhas, não dá para fazer um agrado aos outros. Não tem como casar e ter filhos. Não tem como habitar ou decorar. Não tem como pagar o implante de silicone, muito menos a plástica. E sem dinheiro, não dá para comer ou sequer ir para lugar algum. Aí, você, leitor, desanimado com a vida, provavelmente pensará: "ah... que bosta...". Não. Corta essa! Ao invés de abaixar a cabeça e se considerar um imprestável que não vale nada, comece a estabelecer seus sonhos, suas metas. E comece a juntar dinheiro para atingí-las. Todos sabem que o trabalho é um mal necessário. E, catolicamente falando, por pior que seja trabalhar, ninguém vai pro inferno por causa disso. Então, é que nem óleo de rícino: Ruim pra dedéu, mas mata verme que é uma beleza! Em todo Éden, existe erva daninha. Em toda maçã, existe bicho. E você precisa de dinheiro para comprar ferramentas para manter seu jardim e remédios para ver crescer seus frutos. Sem essa de vil metal. Dinheiro é matéria-prima da matéria-prâna.
Escrito por Henrique Wollny �s 17h15
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