o ano do porco
Bendito o dia em que Darwin inventou a teoria dele e os genomas se cruzaram, lá atrás, em javalis esquisitos, para originar aquilo que hoje chamamos de porco. Com seus quarenta e quatro dentres em formato de pá, suas patinhas curtas, terminadas em dedinhos revestidos de cascos, sua cabeça triangular, seu focinho de tomada e seu rabo meio rabicó, eles são a grande estrela de 2009.
Aliás, sempre foram a estrela, independente de data.
Na ditadura militar, usavam fardas. Hoje em dia, fazem blitze. Alguns invadem países de origem babilônica. Outros, de origem árabe. Sempre uma confusão de porcos no Oriente Médio.
Porcos entraram no poder de nações em 2009. Porcos latinos, na América Central. Porcos persas no Oriente Médio (de novo!). Porcos saíram do poder de nações em 2009 também. Com quantos porcos texanos se monta uma petrolífera no deserto?
Chega de pérolas aos porcos!
E, como os porcos foram evoluindo e tomando conta e bombando geral, a população foi aumentando. Quando a população aumenta, os riscos de se ter uma população aumentam também.
Nesse momento contemporâneo dos dias de hoje, mais propiciamente, agora, a gripe é a porcaria do momento. Vai matar muita gente ainda. Outras tantas vão adoecer. A histeria está implantada. Copacabana, por exemplo, adiou o início do semestre letivo. Graças ao porco, o tédio abala, a cada dia que passa, a estrutura psicológica de todos nós, copacabanenses.
Abaixo o espírito de porco!
Esse é o ano do porco. Não no horóscopo chinês. Não. A porcaria é uma idéia. Um conceito. Uma tendência. É o fluxo. É o in. É o chic. Os Três Porquinhos vai virar best-seller. Fábulas com porcos vão ganhar paródias. Charges do congresso nacional vão retratar porcos de ternos. Cuidado, gordinhos do mundo! Evitem usar máscaras! O Palmeiras é líder do Brasileirão! E se continuar assim, vai acabar sendo campeão!
Eu gosto de bacon. Presunto também. Linguiça, joelho, costela. Amo muito tudo isso. Entretanto, sem querer ser demodê, eu sigo, desde o início de 2009, dizendo:
Morte aos filhos de uma ronca-e-fuça!
Escrito por Henrique Wollny �s 13h20
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